TESTEMUNHO
Fr. Miguel Lencastre, op
O NOVICIADO E A NOVA VIDA
Vários são os nomes que se dão a um Noviciado: Tempo de prova, deserto, namoro, tempo de discernimento, de crescimento, de corte, tempo de descoberta. Todos certos, alguns mais sérios que outros, mas em todos há uma mensagem clara – É um tempo. O Noviciado é um passo, é uma fase, que intrinsecamente não é permanente, não é eterno. Esta natureza transitória do noviciado não advém de este ser uma fase negativa, (muito pelo contrário, pelo menos para mim, foi um ano de muita surpresa, alegria e tranquilidade), mas porque o noviciado é orientado para o seu próprio fim – é um plano que ajuda a fazer uma decisão. Ajuda em primeiro lugar a nós noviços a perceber qual é a vontade de Deus. Ajuda também os mestres e as comunidades a perceber a nossa disponibilidade, a perceber a nossa capacidade e a disposição – como diz no rito de início – “[…] E, se vos agradar viver connosco, e a nós agrade o vosso modo de viver, sereis admitidos à profissão […]”.
Para mim, o Noviciado foi um tempo de Conhecer e de Reconhecer.
Conhecer a Ordem, a sua história, a sua missão, o seu carisma, a sua espiritualidade. Conhecer a Igreja, a vocação da vida religiosa, as suas exigências e consolações, maravilhas e problemas. Conhecer os Irmãos, diferentes de mim, mas unidos num propósito e numa forma de vida. Conhecer mais a Deus, mais a Cristo, mais ao Espírito. Conhecê-lo profundamente na oração e no quotidiano. Conhecer-me mais a mim.
Reconhecer-me na Ordem, em S. Domingos, e na sua compaixão. Reconhecê-lo como Ideal, como modelo. Reconhecer na Igreja casa, mãe e família. Reconhecer cada membro da comunidade como um irmão, chamado da mesma forma que eu. Reconhecê-lo tal como eu, imagem e semelhança de Deus. Reconhecer que Deus age na minha vida, nas pequenas coisas, na minha história, nos irmãos e nas pessoas que encontrei. Reconhecer-me como frágil, como necessitado, com preconceitos e mágoas, a precisar de crescer e de mudar, mas simultaneamente reconhecer capacidades que desconhecia, força que pensava não possuir.
O Noviciado não foi um tempo de certezas, nem de magia, nem de garantias espirituais da vocação – foi um tempo de confiança, de crescimento e de procura. Não se tratou de encontrar o lugar “perfeito” - onde as minhas opiniões, modos e personalidade encontrariam um respaldo fácil e homogéneo. Mas de descobrir uma casa, uma família, uma fraternidade onde quero (com a ajuda de Deus e dos Irmãos) continuar a caminhar, continuar a crescer em direção a uma nova maneira de viver. Não para me tornar alguém diferente, mas, reconhecendo-me na forma de vida da Ordem e dos Irmãos, trabalhar para ser, com a ajuda de Deus, sempre um bocadinho mais próximo de um Filho de Deus, ao estilo de S. Domingos.
E isto mesmo concretizou-se na profissão simples, não um momento mágico, isolado, mas o fruto desse mesmo reconhecimento e a convicção e decisão, livre e consciente, de me esforçar nesse caminho que continua. Uma escolha de uma forma de vida – não baseada em desejos, quereres e paixões momentâneas, mas alicerçada numa promessa, num compromisso, na obediência em viver aquilo onde me reconheço como eu, em relação com Ele que me ama e me chamou aqui.
ELEIÇÃO DO PRIOR PROVINCIAL
Fr. José Manuel Correia Fernandes, op
O Capítulo Provincial, reunido no Convento de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, desde o dia 12 de julho de 2026, informa que o frei José Manuel Correia Fernandes foi instituído pelo Mestre da Ordem dos Pregadores, no dia 15 de julho, como Prior Provincial da Província Portuguesa da Ordem dos Pregadores.
A instituição foi aceite na manhã do dia 16 de julho de 2026. Mais se informa que foram eleitos como Definidores os seguintes irmãos:
Frei José Carlos Lopes Almeida, frei Rui Carlos Antunes e Almeida Lopes, frei José Filipe da Costa Rodrigues e frei Feliciano Kayove.
MADEIRA
Jovens dominicanos em experiência missionária
Entre 23 de julho e 1 de agosto de 2026, um grupo de 14 missionários da Família Dominicana — incluindo jovens do projeto ESJ em Caminho, do Externato de São José, e do acompanhamento do Frei Pedro Mangana, OP — viveu a experiência missionária “Corações em Missão Madeira 2026”. Acolhidos pela Paróquia de Santo Amaro, na Diocese do Funchal, os participantes dedicaram-se ao voluntariado e à evangelização em proximidade com crianças, idosos e doentes, colocando em prática o carisma de São Domingos de contemplar e partilhar os frutos da fé em fraternidade e serviço comunitário.viria a ser a Ordem dos Pregadores.
PROFISSÃO SIMPLES
Fr. Miguel Lencastre, op
Na Festa de Nossa Senhora do Rosário, celebrada a 7 de outubro de 2026, o frei Miguel Lencastre fez a sua profissão simples no Convento de São Domingos de Lisboa. Com este compromisso, consagrou a sua vida a Deus no seio da Ordem dos Pregadores, confiando-se à misericórdia divina e à misericórdia fraterna.
Em Destaque
CONFERÊNCIA A.P.H.
San Telmo, patrón de los navegantes
Siglos XV y XVI
Sessão da Academia Portuguesa da História de 26 de Fevereiro de 2025, na qual foi oradora a Professora Doutora Carmen Manso Porto
CURSO ONLINE
Fr. Filipe Rodrigues, op
A espiritualidade dominicana através da vida de São Domingos.
Livraria Dominicana
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Comentários às Leituras Dominicais
por fr. José Nunes, op
18 de Outubro
Artigo Quinzenal no Jornal Público
por fr. Bento Domingues, op
13 de Setembro












